A insegurança tem sido a marca de muitos ministérios cristãos. É muito comum pastores (de todas as denominações) se cercarem de pessoas menos cultas como forma de garantir a perpetuação do seu status ou poder.Nas igrejas pentecostais, por exemplo, os líderes utilizam a estratégia do policial bom e o mau, ou seja, a maioria dos pastores presidentes têm como vice um semi-analfabeto, carrancudo e grosseiro que fará o papel do policial mal quando tem que “açoitar” a congregação ou atrocidade parecida. Quando aparece um obreiro carismático, coitado, vai “apanhar” feito uma mula manca. Quem já passou por isso sabe do que estou dizendo.
Eu ainda era um estudante de especialização em docência para o ensino superior, quando me deparei como um tema bastante intrigante na aula de filosofia: Discurso vazio.
O professor José Messias dos Santos, faço questão de citar o nome por ser um excelente acadêmico e pensador, afirmara que discurso vazio é aquele com deficiência de conteúdo. Normalmente nestes casos, o orador fala bastante. Palavras técnicas e pomposas são utilizadas, mas deixa a desejar na profundidade do tema explanado.
Naquele tempo, bem mais jovem, eu já me incomodava com uma lacuna na liderança cristã. Percebia que existia um terrível desencontro entre ortodoxia e a ortopraxia. Os discursos eram tremendamente bibliocêntricos, mas a prática... Bem, a prática nem tanto. Fiz-me valer desta tese filosófica para criar uma síntese sobre o tema com uma visão teológico-cristã, ou seja, discurso vazio é aquele em que discurso e prática se contradizem (o famoso faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço).
A grande questão é que quase uma década se passou e as coisas continuam da mesma forma, quiçá, piores. Alguns líderes contemporâneos insistem em distanciar fé e razão; pregação e vida; sermão e rotina cotidiana. Pregam o amor, mas são incapazes de amar. Agridem, perseguem, maltratam. O mais alarmante são que as alegações para negarem a fé através das ações. Chegam a ser covardes quando afirmam: “Bato” porque te amo (sic), baseando-se no texto que diz que Deus corrige o filho que ama. A diferença está entre o amor divino e o suposto sentimento de quem maltrata aqui na terra. (Estou fora daquele amor. Líderes, que pensam assim, não me amem, por favor!)
Na realidade os líderes têm medo de seus liderados e por isso precisam mostrar poder de algum jeito, mas independente da forma a intenção é humilhá-los. Fazê-los se sentirem um nada e até afirmam: Vocês não são nada! O fazem na suposta iminência de ensiná-los, mas o que criam na verdade são feridas na alma e o pior de tudo, feridas eternas.
Cobram tudo de todos, mas esquecem de fazer a sua parte. Criticam e analisam a vida alheia, mas são incapazes de olhar para seus próprios defeitos e limitações. Seria isso falta de humildade ou incapacidade de uma introspecção verídica?
Bem, o importante desta reflexão é não esquecermos de que a quem estes líderes pregam (Cristo) sempre foi coerente com tudo que fez. Pregava aqui e vivia aqui mesmo o que ensinou. Inclusive, por amor entregou a Sua vida para ser crucificada. Será que os líderes atuais são capazes de tal prática, ou seja, dar a vida pelas suas ovelhas? Ou pelo menos deixar as 99 no aprisco para buscar a solitária perdida?
Lembre-se: Quem ama não agride, ensina. Corrige. Educa!
Caríssimo Paulo,
ResponderExcluirlamentavelmente o que você escreveu é uma dura verdade. Quanto todo o povo ganharia se tivessemos diante de nós líderes que amam o Amor mais que a si mesmos. Parece próprio dos dias de hoje líderes que são como sepulcros caiados. Senhor Pai Santo Deus eterno todo poderoso suscita por sua infinita misericórdia dignos ministros para conduzir Seu povo. Que assim seja.
Que DEUS tenha misericórdia de nós.Graças eu dou pelo único e fiel Pastor:o meu eterno Deus, simples e completo, esse é o meu Senhor.
ResponderExcluir