quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ansiedade: Como vencê-la?

Um amigo me pediu para que eu atualizasse meu blog, pois entrou três dias depois da última postagem e se deparou com a mesma mensagem e, veementemente, me disse: “notícia velha não dá, né?” Ele estava brincando, mas ressaltou de forma mais séria: “estou ansioso para ler um novo texto”. Foi neste instante que me veio à mente um trecho da carta do apóstolo Paulo aos filipenses (4.6-7), pois uma palavra mágica mexeu com meu interior: Ansioso.

Estou vivendo momentos de profunda ansiedade. Já fui aconselhado -por terapeuta - a voltar aos esportes, procurar acupuntura, homeopata, parar com coca-cola e tudo mais que tem cafeína além de chocolate (aí eu vi que a coisa ficou séria. Parar com tudo, tudo bem, mas chocolate não dá!).

Na re-leitura do trecho: “Não estejais ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.”, relembrei de minha pequena carreira como pregador. Uma das coisas que mais me chamou atenção foi pensar nas mensagens entusiasmadas em que convidei os ouvintes a serem mais ousados, a vivenciarem os textos que davam origem aos temas. Como é gostoso pregar, até que....bem, até que estamos vivendo algo em que precisamos praticar o texto, isto é, viver com o mesmo entusiasmo que um dia cobramos que a platéia procedesse.

Ah! Como é mais fácil aconselhar do que praticar, como é mais fácil criticar que realizar, como é mais fácil pregar do que viver alguns textos sagrados.

Isto me faz refletir sobre a forma de anunciar as boas novas de Cristo, pois mesmo conhecendo este texto de cor, não consigo ter esta paz em momentos de crises de ansiedade. Logo eu, Pregador, conselheiro, líder, exemplo? Sim, eu mesmo, pois sou humano como qualquer um. Como é bom descobrir isso! Não sou um super-crente! UFA! Sou um ser humano.
O mais engraçado é que a promessa que acompanha o conselho (E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” - v.7) é tão forte, tão marcante, que eu deveria cumprir o texto de “bate-pronto”, mas não dá. Não consigo. A ansiedade é forte demais. É, sou ser humano. Agora comecei a entender o caminho da Verdade de Cristo, pois o maior ato de espiritualidade de Deus foi se fazer humano, em Cristo Jesus.

Sendo assim, precisamos ser mais humanos. Ser espiritual é ser mais parecido com Deus, ou seja, quando mais espiritual eu sou, mas humano eu fico. Sinto os prazeres, as alegrias, mas também vivo as dores, os anseios, os dissabores... como é bom ser espiritual. Como é bom ser humano.

Quanto à ansiedade, se alguém conhece a resposta de como vencê-la, me diga, por favor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rio de Janeiro e a violência ... religiosa

A última semana foi marcada pela violência no Rio de Janeiro. É verdade que isso não é novidade em território fluminense, onde morre mais seres humanos que nos conflitos permanentes do Oriente Médio, mas não posso me privar de refletir sobre dados alarmantes!

De acordo com as estatísticas, o Rio de Janeiro está preste a se tornar o Estado em que o número de evangélicos superará a quantidade dos pertencentes a outras religiões, pois bem, sendo o Evangelho Genuíno um motor para transformação de vida, o Estado não deveria ser o mais seguro e polido da Federação? Duas questões estão presentes aqui: 1) O evangelho perdeu o efeito ou 2) a palavra pregada neste Estado não condiz com os ensinamentos de Cristo?

Olhando para o texto sagrado, em Isaías encontramos a seguinte afirmação: “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do SENHOR. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. (40. 7,8). Em todo Cânon encontramos a afirmativa de que a palavra de Deus é eterna, Cristo é o Próprio Logos (Palavra) do Altíssimo. Não existe texto tão vivo e eficaz quanto a Bíblia Sagrada. Quem examina, sabe! Logo, a primeira questão está descartada, afinal, disse Jesus que: “Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar”. (Lc 21.33).

Fiquemos na segunda indagação. Que palavra está sendo pregada ao povo? A da vitória a qualquer preço? A do egocentrismo onde o que importa é que meus desejos sejam realizados? O mundo gospel se assemelha as fábulas onde pessoas encontram uma lâmpada mágica e de lá sai um gênio que realiza seus desejos. O mundo gospel é composto por seguidores de um gênio da lâmpada, neste caso, o objeto místico é a Bíblia e o gênio, os pregadores (sic).

Os anunciadores deste evangelho vazio estão se valendo de porções do texto sagrado, fora do seu contexto e ensinam todo tipo de engodo. Estes animadores de auditório incentivam que devemos determinar, tomar posse, exigir dentre outros verbos “ousados”, onde Cristo deixou de ser o Senhor para se tornar escravo de um povo sem temor e sem vergonha! Um povo vazio!

Deixaram de pregar a transformação de caráter, não se fala em ser igual ao carpinteiro (Cristo), mas ser o rei (Herodes); não se ensina a ser o profeta (João Batista), mas a ser o sacerdote (Caifás); não ensinam a ajuntar tesouro no Céu onde a traça não destrói e o ladrão não rouba, mas a ter exorbitantes contas bancárias. Não se prega a manjedoura, mas os palácios...

Esta palavra não gera vida, não transforma caráter, não faz nascer de novo e sem novo nascimento é impossível ser igual a Cristo (João 3). Sem novo nascimento, não há mudança de mente (metanóia), sem novo nascimento só resta a degradação humana. Só resta a violência.

Violentaram o Evangelho de Cristo!


"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." (Sl 119.105)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Galácia é aqui.

Resenha da carta do Apóstolo Paulo aos gálatas.

A carta neo testamentária tem como cerne combater a influência judaizante que assolava os crentes da região da Galácia. As igrejas daquelas cidades estavam repletas de crentes inconstantes no Evangelho, pois aparentemente eles ouviam mais do que liam e, por isso, eram presas fáceis para falsas doutrinas.

Para combater tais heresias, Paulo frisa que não existe outro Evangelho (1.8). Chega a afirmar que se ele próprio pregasse qualquer palavra diferente que fosse considerado maldito (ou anátema – 1.8,9). O apóstolo destaca o seu zelo pelo judaísmo no passado como garantia de que apregoava sobre algo que conhecia profundamente e, portanto, se esforçava ao máximo – na mesma proporção de antes da conversão – para, agora, pregar o Evangelho de Cristo (tratava a doutrina na primeira pessoa do singular - “meu Evangelho” – pois afirmava que recebera do próprio Cristo – 1.11-16).

Ao afirmar que não se dobraria a nenhum homem para garantir a integridade do Evangelho, Paulo cita que repreendeu Pedro na Antioquia, pois Cefas havia titubeado entre dois pensamentos, ou seja, na presença dos gentios era pela graça, na presença dos Judeus defendia os costumes semitas. Tal atitude era inadmissível por quem defendia o que se acreditava ser a verdade.

Os crentes da Galácia são chamados de insensatos pelo autor (3.1) pelo fato de estarem tentando ser santificados pelo esforço próprio. Isto fazia com que os gálatas fossem escravos da lei apesar da liberdade proporcionada pelo evangelho da graça. A fim de esclarecimento, o apóstolo frisa que o chamado de Abraão já havia sido feito através da fé e que as promessas foram alcançadas pelo belo exemplo do patriarca no que tange a sua confiança em Deus. Vimos no verso 11 do capitulo 3 a citação do profeta Habacuque que diz que “o justo viverá pela fé”, quando Paulo explica que “é evidente que pela lei ninguém será justificado”.

O autor chega a dizer que Cristo nos resgatou da maldição da lei quando se fez maldição na cruz, para que a benção de Abraão chegasse aos gentios e para que pela fé recebêssemos a promessa do Espírito Santo. O Apóstolo não chama a lei de maldição, afinal foi dada pelo próprio Deus a Moisés, mas ele sinaliza que a lei é como placas que conduzem o homem a Cristo, isto é, Jesus é o local onde devemos chegar para alcançar a tão sonhada salvação e a lei foi durante um tempo o aio (guia, condutor) que nos conduziu a este tão maravilhoso porto seguro.

A carta termina fazendo um resumo da lei (“amarás o teu próximo como a ti mesmo”) e para isso nos apresenta de forma prática o que é o cumprimento desta legislação quando explicita as obras da carne e o fruto do espírito. Note que as obras são no plural, ou seja, ao deslizarmos em qualquer item citado será suficiente para descumprirmos o mandamento defendido (amor ao próximo). Já o fruto do espírito está no singular, afirmando que todos os itens fazem parte de um todo e que, portanto, deve ser vivido e cumprido através do amor de Cristo refletido em nós, através de nossas ações, pois a fé apresentada é uma fé prática. Não se trata de uma fé inerte, mas trata-se de uma fé em constante ação.


:: Qualquer semelhança com a igreja contemporânea, não é mera coincidência ::

Lembre-se: Nenhum esforço humano substitui o sacrifício de Cristo!


Graça e Paz.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Profetas para uma geração ressequida

Texto Ez 37.1-14.
Introdução

Ao analisar o texto de Ezequiel 37, percebe-se uma metáfora perfeita dos dias atuais na igreja evangélica brasileira. Senão, vejamos:
O vale dos ossos secos é símbolo do povo de Israel no exílio, sem nenhuma esperança. Aquela nação estava como ossos secos, sua esperança estava destruída e sua identidade apagada.
Quando consideramos que, naquele tempo, Israel era a nação sacerdotal, podemos colocar esta nação como um tipo da igreja neotestamentária.
Pois bem, a igreja na atualidade, presa a teologias tortuosas - como é o caso da triunfalista e de prosperidade - está ressequida. Sequíssima! Olhamos ao redor e vemos um campo, que outrora verdejante, árido. Na igreja contemporânea sobra misticismo e falta espiritualidade. Muita emoção e pouca fidelidade (Phistis = fé).

1) Uma igreja exilada dentro da própria igreja

A igreja está exilada da presença de Deus e somente através da profecia – palavra de Deus – ouvida e, principalmente, posta em prática poderá ser re-acesa a esperança de voltar à pátria almejada (Presença real e abundante de Deus)

Para os exilados na casa do pai, resta, portanto ouvir e praticar o Evangelho (com “E” maiúsculo)...


¬ Evangelho da Renuncia...
¬ Evangelho do amor ao próximo,
¬ Evangelho do perdão,
¬ Evangelho do sofrer e morrer por Cristo!
¬ Evangelho do amar a Deus ainda que tudo vá pessimamente mal
¬ Evangelho do ser fiel a Cristo ainda que os três filhos morram queimados (Força amigo e irmão Paulo Andrade) ou quando a mamãe - filha de Deus - morre agonizando com um câncer (Neste caso, a minha que descansa nos braços do Pai).

2) O retorno à pátria dependerá da qualidade da profecia

O profeta vetero testamentário é convidado a profetizar “Profetiza a estes ossos” (Ez 37,4.9.12). Ou seja, a Palavra de Deus anunciada pelo profeta, recria a identidade do povo assim como reconstrói a vida dos ossos ressequidos que voltaram à vida. Mesmo que:

Este povo já estejam numa terra distante – neste mundo que “jaz no maligno” – somos peregrinos nesta terra, mas ainda há esperança para a Igreja de brasileira!

Este povo esteja numa cultura estranha, - neste sistema mundano que entrou na Igreja de Cristo, contaminando parte do seu corpo. Mas como diz as escrituras: as portas do Inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor!

Este povo seja de uma religião idólatra - as igrejas atuais que idolatram seus super-líderes, pregadores pop stars e “profetas” de vitórias, além das riquezas materiais e tudo que é perecíveil. Fala-se tanto dos Católicos Romanos que idolatram santos de barro, enquanto na igreja cristão contemporânea idolatra-se de tudo um pouco. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (Jo 4.34,24)

Este povo esteja tomado de depravação de costumes – a igreja está deixando os bons costumes defendidos pelas Escrituras Sagradas – não me refiro à roupa ou qualquer costume que mexe com a aparência física – mas me refiro aos BONS costumes (defendidos por Paulo na sua primeira carta aos Corintios – 15.33), em cujo estão práticas, tais como: ajudar aos abatidos, visitar aos enfermos, levantar os caídos, atender as viúvas (citados também por Tiago no capítulo 1º de sua carta)


Conclusão

Nos tempos de Israel, só restava a esperança que brotava do anúncio da Palavra de Deus, feito pelo profeta Ezequiel.

No caso da Igreja Cristã atual, onde estão os homens chamados para anunciar as BOAS NOVAS? Ainda há esperança, desde que os pregoeiros se recusem a afagar o ego dos ouvintes, a “profetizar” e determinar algo sobre a vida dos irmãos prometendo o que não podem cumprir, mas ao invés disso, levam a esperança que é gerada através do anúncio do Evangelho de Cristo. Sobre esta mensagem ressalto que não traz Glamour ao que anuncia, mas humilhação (os humilhados serão exaltados); não promove sucesso humano ao pregador, mas a fama de um Cristão autêntico, isto é, alguém que se parece com Cristo através de suas ações.

Portanto, profetize sobre estes ossos secos, em Nome de Jesus, pois somente através do Deus da palavra, a igreja de Cristo poderá renascer neste país!

domingo, 18 de outubro de 2009

Chamada a Reflexão.

Prezados,

Este espaço foi criado com a proposta de refletir sobre o Evangelho de Cristo e assuntos relacionados ao Ser Humano.

Conclamo a todos os leitores a refletir, pensar, criticar. Senso crítico é uma virtude que pode e deve ser aprendido e praticado.

Bem vindo ao caminho da reflexão!