sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Alargando as portas do entendimento

“Conta-se que foram convidados para um casamento dois importantes rabinos hassídicos para co-oficiar – Rabi Levi Itschak de Berdichev e o Alter Rebbe, o Rabino Shneur Zalman.

Os dois tinham características diferentes. Rabi Levi era conhecido como pessoa de grande espontaneidade, cuja alma era puro fogo. Para ele não existia o mundo, apenas a realidade de Deus. Já o Alter Rebbe era alguém para quem Deus era obviamente importante, mas existia o mundo e a sua realidade.

Quando orava, Rabi Levi se deslocava pela sinagoga de tal maneira, que em dado momento estava em um local, logo em outro. O Alter Rebbe, por sua vez, permanecia fixo em um único lugar. No dia do dito casamento, quando os dois se dirigiam à sala em que se realizaria a cerimônia, se depararam com uma porta muito estreita, por onde não poderiam passar juntos.

Como é de costume, em deferência, um propôs ao outro: ‘Por favor, passe primeiro.’ O outro recusou: ‘Não de forma nenhuma, passe você primeiro!’ Ficaram assim por alguns instantes, até que Rabi Levi disse: ‘Passemos pela parede!’ Ao que retrucou o Alter Rebbe: ´Não...é suficiente alargarmos a porta.’

A primavera se aproxima nos convidando a alargar as portas: portas do coração, portas da mente, da compreensão e do diálogo com todos, com a família, com a equipe... Alarguemos as nossas portas para que as bênçãos encontrem acolhida e setembro seja um mês de realizações e alegrias para todos!


Extraído do livro Fronteiras da Inteligência – Nilton Bonder. Ed. Campus e enviado por Luiz Claudio Gomes Lopes, Pr.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Saudades dos santos



“OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” (Sl 133.1)

Na última semana eu refletia o quando é empolgante estar na presença singela e proporcionalmente poderosa do Eterno. Pois bem, esta semana eu preciso admitir que senti falta de cultuar no templo.

Tenho a plena certeza de que não preciso estar num local específico para manter a comunhão com Deus e nem com os santos, uma vez que estou no meio deles em todos os lugares por onde passo. Todavia, a energia que emana de um povo reunido em prol da busca por Cristo é muito, muito boa.

Ao extravasar meus sentimentos na forma da fé, seria taxado pela psicologia como vivendo um momento de catarse, ou seja, basicamente o tratamento das psiconeuroses que consiste em estimular o paciente a contar tudo o que lhe ocorre sobre determinado assunto, a fim de obter uma "purgação" da mente. Eu preciso reconhecer que a psicologia tem razão. Afinal, quando louvamos e oramos estamos num maravilhoso tratamento através da verbalização e o maior detalhe é que estamos fazendo nossa terapia em grupo e com um Psicólogo infalível. Contando-lhe tudo na certeza de que nada receberei de volta em face como acusações e apontamentos de eventuais erros cometidos. Isso é experimentar o amor de Deus coletivamente.

Já a retórica segundo Aristóteles, catarse é a "purificação" experimentada pelos espectadores, durante e após uma representação dramática. E eu preciso concordar com este pensador também, pois sou purificado quando, juntos com outros participantes do Reino, experimento a representação do invisível, eterno, imortal e tão real amor de Deus, em Cristo Jesus.

Sendo assim, devo confessar que um happy hour com música ao vivo depois de um dia estressante de trabalho, bem como um cinema; teatro e restaurante com a família pe muito bom, mas reunirmo-nos com os irmãos depois de uma semana abençoada por Deus pode ser muito melhor. Ou não. Uma coisa é certa: Seja no restaurante ou no templo, o importante é mantermos a união.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Coração arde...

Impressionante como "a criança" salta em "meu ventre" assim como foi quando do encontro entre Maria e Isabel, nos momentos em que estou verdadeiramente na presença de Cristo.


Ontem foi um dia típico de inverno no Rio de Janeiro. Friozinho gostoso, em casa, curtindo uma TV debaixo das cobertas com minha mulher. A noite tinha o culto e a celebração do aniversário do meu grande amigo Rev. Trotta e lá fomos nós. Que culto santo, abençoado e simples, isso mesmo, SIMPLES, como Cristo o é. Uma palavra em Hb 11, falando da mais pura e genuina fé em Cristo, O Eterno. Uma fé sadia, sem insanidades em nome de Deus. Uma fé com os pés na terra e a mente nos céus. Uma fé libertadora e não opressora. Uma fé que traz leveza e não o peso do pecado diário. Uma fé pautada na cruz de Cristo, onde eu trago a minha cruz (mazelas e pecados) e me impulsiona a seguir ao Mestre com prazer. Com gozo dos santos.

Enfim, bastaram 2 horas na presença singela do Senhor Jesus, na comunhão com os santos e na companhia de pessoas preciosas para saltar em mim o desejo de fazer algo pelo reino. Digo algo com substância. Algo que comece a mudar a minha vida antes de mudar outrem... Meu coração arde toda vez que me deparo com um Cristo amoroso, piedoso, compreensivo, misericordioso e ao mesmo tempo tão poderoso.

Definitivamente eu quero é Deus!