segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Getsemani: Lições no sofrimento do Mestre

Texto base: Lucas 22.39-46

Jesus certamente é o melhor modelo para que vivamos, e bem, nesta vida. No caso do relato do Dr. Lucas, uma das maiores lições é exatamente aquela que está mais esquecida no meio evangélico atual, ou seja, assim como Ele, nós também sofreremos. Isto é fato. Como o Cristo mesmo ressaltou, “tenho-vos dito isto, para que tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33)

Escrever sobre isso não é admitir a falta de fé, ao contrário, é fortalecer-se no Senhor e na força do Seu poder para que possa estar firme nos dias de angústias. É ter paz ao lembrar que o Senhor dos senhores também sofreu e ainda, venceu o sofrimento. Por conta disto, atentemos para as características de quem está sofrendo:

A) Isolamento voluntário – o verso 41 mostra que Jesus “apartou-se dos discípulos cerca de um tiro de pedra”. Normalmente quem está em meio a uma dor aguda tem a tendência a se isolar e isto é ruim, pois é um passo para a doença do século, a depressão. Os discípulos estavam com Cristo, mas Ele preferiu afastar-se dos amigos. Interessante é que normalmente quem está angustiado se afasta, todavia tem a percepção que as pessoas é quem se afastaram.

B) Vontade de desistir dos sonhos – O lado humano de Jesus o fez, mesmo que por milésimos de segundos, declarar ao Pai que “se possível, passe de mim este cálice” (v. 42). O único motivo do Cristo ter vindo a este mundo era morrer pela humanidade, mas em meio ao sofrimento parece que tudo ficou esquecido.

C) A saúde física é afetada pela agonia profunda – No ápice de sua angustia, Jesus suou grandes gotas de sangue (v. 44). Doenças psicossomáticas são uma realidade. Ao somatizar o sofrimento o corpo tende a responder com anomalias. É comprovado pela ciência que um enorme percentual de mulheres que desenvolveram câncer de mama tiveram anteriormente uma grande perda em suas vidas, como por exemplo: Morte de um filho ou a separação no casamento.


:: Ensinos de Jesus para os momentos de dor ::

1. Orar é um exercício espiritual e terapêutico – os versículos 40, 41 e 44 mostram que em meio a grande aflição Jesus orava cada vez mais intensamente. Quem conhece tratamento psicológico sabe que os especialistas ao receberem seus pacientes pedem para que eles falem, e falem muito sobre si. Os terapeutas praticamente se condicionam a ouvir, pois quando os pacientes verbalizam estão iniciando seu tratamento.

A grande questão é que se confunde oração com petição. Antes disso, orar é se relacionar com Deus. É abrir o coração, sem formalidades, àquele que é o melhor terapeuta e amigo do homem. Orar é falar das aflições e das alegrias. É manter a comunhão e o relacionamento íntimo com o Pai Celeste. (
Veja mais sobre oração)


2. Buscar a vontade de Deus é retomar o caminho da felicidade – Ao pensar em desistir dos sonhos, imediatamente Jesus se reporta a Deus e diz: “todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” (v.42). Entender a vontade de Deus é voltar às eiras da sublime alegria e a vontade de Deus para o homem é o amor. Ame a si mesmo e ao próximo. Semeie o amor e colheras a cem por um. Quando amamos colhemos os frutos deste amor. Portanto, ame-se, valorize-se, cuide-se, levante-se! A partir daí, ame ao próximo, valorize o irmão, cuide de alguém, levante outrem! Fazendo isso você será muito mais feliz.

3. Buscar a comunhão com os santos é sair do isolamento – “Levantando-se Jesus da Oração, veio para os seus discípulos”. Já dizia a canção: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. Volte ao teu convívio social, procure os amigos, procure os irmãos. Saia da inércia. Você não é coitadinho e nem queira ser, senão, análise a origem deste termo: vem de coito!

Sempre existirá alguém com a dor maior que a tua, portanto levante-se, olhe para o lado e verás que poderá, mesmo com toda tua dor, ajudar alguém que está em está pior que o teu. Semeie o amor. Lembre-se que ninguém é tão pobre que não tenha o que dar como ninguém é tão rico que não tenha o que receber. Alguém sofre que perdeu um filho, um conhecido meu perdeu três e mais a casa, num incêndio. Caro leitor, mesmo no momento de sofrimento Jesus se permitia preocupar-se com alguém, veja: “E quando chegou aquele lugar disse-lhes: orai, para que não entreis em tentação”.

Todos os homens sofrerão enquanto estiverem nesta vida. O sol nasceu para justos e injustos, todavia sofrer com Deus é diferente. Ele sempre prepara um anjo para te amparar. O Verso 43 mostra que um anjo esteve todo o tempo ao lado de Jesus para o fortalecer. O anjo do Senhor acampa ao redor dos que o teme e os livra. Ainda que não seja um anjo celeste, Deus coloca anjos – humanos – ao teu lado, dispostos a estenderem as mãos e te dar uma força. Por isso, saia do isolamento. Olhe ao redor e volte imediatamente ao convívio social, pois isto te fará muito bem.


Ah! Lembre-se, “tenho-vos dito isto, para que tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Para que tenhais PAZ!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ressuscitando a amizade através de Cristo

“Vamos nós também, para morrermos com ele.” João 11.16

Semana passada fui encarregado, por um amigo, a pregar sobre o tema amizade. Confesso que discorrer acerca desta matéria é um desafio para quem se considera um bom amigo, mas que cobra dos demais a mesma quantidade de atenção oferecida. Para começar é importante ressaltar que a primeira prova de uma amizade saudável é entender que cada indivíduo tem seu próprio perfil, seu “time”, seu modo de demonstrar a amizade e que, por conta disso, não se deve exigir que a afeição alheia, por mais que recíproca, seja proporcional a sua.

Antes de analisar o texto da ressurreição de Lázaro, devo destacar dois aspectos importantes: Primeiramente é importante destacar que todos os milagres de Cristo são pedagógicos, ou seja, existe um propósito e esta deliberação NÃO é mostrar poder ou para exibição de quem realiza o milagre (DEUS). Muito pelo contrário. No caso em questão foi ensinar ao povo que “Ele (Cristo) é a ressurreição e a vida” (v.25) e que “tem vida eterna pra todo aquele que “vive e crê N’ele” (v. 26). Em segundo lugar, a MORTE para o filho da Graça (crente) é a maior benção que ele pode receber (veja o que diz o Apóstolo Paulo aos Filipenses “Morrer é lucro viver é Cristo” – 1.21). Os Cristão muito falam sobre a vida eterna, mas se fizermos uma enquête de quantos querem passar para a eternidade, perceberemos que a resposta será sempre a mesma: Ainda está cedo. Logo, a ressurreição de Lázaro só pode ser vista como benção sob o seguinte aspecto: Mesmo ressurreto, Lázaro estaria na presença física de Deus através de CRISTO aqui na terra.

Voltando ao tema. Através da história narrada pelo evangelista João, aprende-se que:

1) Um verdadeiro amigo deve ser capaz de abrir mão de algo importante para ajudar o outro – Repare no verso 6 que Jesus ao decidir ir ao encontro do corpo do amigo, estava arriscando a própria vida, pois os moradores da Judéia procuravam matá-lo, ou seja, colocou a vida em risco para socorrer um amigo, bem como entregou-se a morte de cruz para salvar a tua e a minha.

2) Um verdadeiro amigo semeia o amor e colhe seus frutos – Você já deve ter ouvido muito acerca da lei da semeadura, mas infelizmente de maneira equivocada. Ensinam-nos a “plantar” no Reino através de dízimos e ofertas para colhermos as bênçãos de Deus. Ora, a ciência nos mostra que só plantamos o que tem vida, caso contrário não germina e nem nasce. Experimente plantar uma nota de cem reais num vaso de plantas e veja o que acontece. NADA!

Neste texto, Jesus planta o amor – isso sim deve ser plantado, pois gera vida – ao arriscar a vida pelo amigo e colheu exatamente o mesmo. Observe o verso 16. Tomé convidou os companheiros a saírem e morrer com Cristo na Judéia. Aqui sim se aplica a lei da semeadura.

3) Uma amizade sadia deve ser livre de cobranças – Analisando minha vida e minhas carências, descobri o quanto eu exigia dos meus amigos e como isso era um incômodo para mim, pois estava sempre insatisfeito com a quantidade de tempo a dedicado-me e aos meus poucos, mas bons amigos, pois os sufocava de maneira absurda e demonstrava uma ingratidão a tudo que me faziam de bom. Além disso, é importante destacar que nossos amigos também têm outros amigos que precisam deles de igual modo. Veja a atitude de Marta e Maria ao encontrarem a Jesus, respectivamente v. 20, 21; 32.

4) Amigo que é amigo compadece-se - NA PRÁTICA - com a dor do outro – Sentir pena até os estranhos sentem. As pessoas precisam ser mais práticas e menos teóricas. Amizade é arregaçar as mangas e brigar junto, alegrar junto, sofrer junto, vibrar junto, isto é, chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Repare que Jesus perturbou-se ao ver que as pessoas sofriam (v. 33) e sofreu com a perda do amigo (Jesus chorou v.35), por isso, a partir daí realizou o milagre.
Há quem diga que se conhece o verdadeiro amigo na hora em que mais precisamos e ele está lá, mas eu tenho aprendido que na dor até os inimigos se compadecem de nós, pois nos tornamos um espelho para ele, ou seja, ele se projeta e pensa: poderia ter sido comigo... por isso é comum velórios lotados de pessoas que ao menos cumprimentavam parentes do finado. O verdadeiro amigo é reconhecido na hora da bonança. É aquele que vibra quando você compra um carro novo ou arruma um emprego legal. Este é o verdadeiro amigo, do contrário estaria aborrecido pelas tuas conquistas e invejando você.

5) Agora vem a reflexão que mais nos intriga -
· Jesus na pré-ciência sabia que Lázaro estava muito doente e que morreria
· Jesus é avisado a pedido de Marta e Maria
· Jesus fica mais dois dias sabendo que era caso de morte (que Lázaro estava sofrendo e que as irmãs também);
· Jesus fica fora da cidade quando chega em Betânia;
· As irmãs (v. 3), o autor (v. 5) e os Judeus (v. 36) reconhecem que Jesus o ama (Jesus CHORA – v. 35)
Por que então Jesus não se apressou em socorrer seu amigo?

Qualquer indivíduo se julgando um verdadeiro amigo questionaria: que amigo é esse? Mas com Jesus é diferente. Ele está no controle de todas as coisas e, por conta disso, atua em momento oportuno. Se Jesus não atende seus amigos imediatamente não é por falta de amor ou por desconsiderar a dor alheia, mas porque Ele está atuando mesmo antes de ir ao encontro do necessitado. Sua graça já foi derramada. Seu cuidado já está preparado aguardando apenas que os propósitos de nossa dor sejam alcançados. Amigos de Jesus não estão livres de dor, todavia tem a certeza de que Ele virá e nos levará para um lugar de bençãos.

Ah! Lembre-se, “EM TODO TEMPO AME o amigo; e na angustia nasce o irmão” (Pv 17.17), mas é para amar O TEMPO TODO!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Influencie e seja influenciado pelas pessoas certas

“E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam”. (Atos 3:2 )

Muito já ouvimos falar sobre esta palavra, por exemplo: sobre a importância de termos a nossa ‘hora nona’; os motivos pelos quais Deus operava através de Pedro e João; sobre as diferentes maneiras de Deus usar seus vocacionados; sobre as formas de Cristo atuar; dentre outros. Todavia, eu gostaria de propor uma reflexão sobre o relacionamento interpessoal apresentado no texto.

I) Alguém socorria este homem (v. 2) - Repare que o homem era levado à porta do templo todos os dias, logo duas perguntas surgem:
a) Quem eram essas pessoas?
- amigos, parentes, bons samaritanos (talvez não crentes)

b) Qual era a intenção destes que o traziam?
- Ajudar, socorrer, aliviar...

Um ensinamento me chama atenção aqui e este é que podemos até ter pessoas que são boas para nós e isso é muito bom. Ter amigos é bíblico! Mas existem momentos em que eles não são suficientes, ao invés disso, não passa de paliativos. Repare que os companheiros do deficiente o colocavam na porta, mas não podiam colocá-lo dentro do templo, pois deficientes – possivelmente – eram proibidos de entrar no local sagrado nos tempos vetero-testamentários. Lembremos do texto de salmos que diz “elevo os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.” (121.1,2)

Querido leitor, não espere do homem aquilo que ele não pode te oferecer. Isto evitará que você se decepcione e cobre demais do próximo. Todos temos limitações e precisamos respeitar a restrição alheia, porém isto não impede que você se esmere em levar um caído ao templo do altíssimo (que é a presença de Deus).

II) Os teus companheiros influenciarão no teu estado de ser (v.2 parte final)

Os companheiros do paralítico eram bem intencionados, só isso. Pois a influência deles sobre aquele homem o limitou a pedir esmolas. Este fato bloqueou as perspectivas do necessitado, pois tudo que ele via em sua frente era a possibilidade de receber uma sova. Ao observar o verso 3, notamos que ao avistar Pedro e João, o moribundo não conseguiu ver novas possibilidades, pois sua visão estava ofuscada! Tudo que ele via era a chance de receber uma tunda.

Nesta vida, somos influenciados e influenciamos de alguma forma, portanto, reveja algumas companhias, pois você pode está sendo mais influenciado do que o contrário e, isto determinará o teu estado de ser. Como diz o dito popular, “quem anda com porcos farelos há de comer”.

Procure ser influenciado por Deus. Para isso Ele disponibiliza Sua gloriosa Palavra e seus santos homens e mulheres. Procure relacionar-se com pessoas espirituais (no conceito bíblico do termo). Por que você acha que Pedro e João andavam juntos? Para onde eles estavam indo juntos?


III) Olhe na direção certa (v. 4 e 5)

Quando aquele deficiente físico recebeu o convite para olhar (não é ordem, você olha se quiser), ele continuou com a visão de que iria receber uma esmola. Porém logo lhe caíram as escamas quando lhe fora anunciado ao Cristo. Portanto, tua visão vai determinar o teu futuro. Olhe para Deus através de seu filho Jesus Cristo. Veja Nele o exemplo a ser seguindo; o Deus transformador e o Pai amoroso que nos conduz guiando-nos pela Sua Potente mão. Veja os desafios da vida como apenas mais uma fase a ser ultrapassada e enxergue a possibilidade de fazer novo tudo àquilo que não deu certo até hoje.

Agora, levante-se e ande em direção a novidade de vida, em Cristo e por Cristo. Eternamente!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Maus tratos por amor

A insegurança tem sido a marca de muitos ministérios cristãos. É muito comum pastores (de todas as denominações) se cercarem de pessoas menos cultas como forma de garantir a perpetuação do seu status ou poder.

Nas igrejas pentecostais, por exemplo, os líderes utilizam a estratégia do policial bom e o mau, ou seja, a maioria dos pastores presidentes têm como vice um semi-analfabeto, carrancudo e grosseiro que fará o papel do policial mal quando tem que “açoitar” a congregação ou atrocidade parecida. Quando aparece um obreiro carismático, coitado, vai “apanhar” feito uma mula manca. Quem já passou por isso sabe do que estou dizendo.

Eu ainda era um estudante de especialização em docência para o ensino superior, quando me deparei como um tema bastante intrigante na aula de filosofia: Discurso vazio.

O professor José Messias dos Santos, faço questão de citar o nome por ser um excelente acadêmico e pensador, afirmara que discurso vazio é aquele com deficiência de conteúdo. Normalmente nestes casos, o orador fala bastante. Palavras técnicas e pomposas são utilizadas, mas deixa a desejar na profundidade do tema explanado.

Naquele tempo, bem mais jovem, eu já me incomodava com uma lacuna na liderança cristã. Percebia que existia um terrível desencontro entre ortodoxia e a ortopraxia. Os discursos eram tremendamente bibliocêntricos, mas a prática... Bem, a prática nem tanto. Fiz-me valer desta tese filosófica para criar uma síntese sobre o tema com uma visão teológico-cristã, ou seja, discurso vazio é aquele em que discurso e prática se contradizem (o famoso faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço).

A grande questão é que quase uma década se passou e as coisas continuam da mesma forma, quiçá, piores. Alguns líderes contemporâneos insistem em distanciar fé e razão; pregação e vida; sermão e rotina cotidiana. Pregam o amor, mas são incapazes de amar. Agridem, perseguem, maltratam. O mais alarmante são que as alegações para negarem a fé através das ações. Chegam a ser covardes quando afirmam: “Bato” porque te amo (sic), baseando-se no texto que diz que Deus corrige o filho que ama. A diferença está entre o amor divino e o suposto sentimento de quem maltrata aqui na terra. (Estou fora daquele amor. Líderes, que pensam assim, não me amem, por favor!)

Na realidade os líderes têm medo de seus liderados e por isso precisam mostrar poder de algum jeito, mas independente da forma a intenção é humilhá-los. Fazê-los se sentirem um nada e até afirmam: Vocês não são nada! O fazem na suposta iminência de ensiná-los, mas o que criam na verdade são feridas na alma e o pior de tudo, feridas eternas.

Cobram tudo de todos, mas esquecem de fazer a sua parte. Criticam e analisam a vida alheia, mas são incapazes de olhar para seus próprios defeitos e limitações. Seria isso falta de humildade ou incapacidade de uma introspecção verídica?

Bem, o importante desta reflexão é não esquecermos de que a quem estes líderes pregam (Cristo) sempre foi coerente com tudo que fez. Pregava aqui e vivia aqui mesmo o que ensinou. Inclusive, por amor entregou a Sua vida para ser crucificada. Será que os líderes atuais são capazes de tal prática, ou seja, dar a vida pelas suas ovelhas? Ou pelo menos deixar as 99 no aprisco para buscar a solitária perdida?

Lembre-se: Quem ama não agride, ensina. Corrige. Educa!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A real necessidade dos Milagres

“E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.” (Marcos 16. 17, 18)

Era um culto de domingo. A igreja alegre em Cristo. Uma reunião de adoração maravilhosa e uma pregação empolgante. Como dizem os irmãos pentecostais: o fogo caiu!

Ao findar da mensagem, o orador convidou os irmãos para receberem uma oração à frente do altar quando o sobrenatural aconteceu. Uma mulher cega, que visitava a igreja a convite de um membro local, voltou a enxergar instantaneamente. Bingo! Um Milagre!

O povo de Deus alegre festejava o acontecimento em meio aos gritos de aleluia e glória a Deus, até que o pregador decide fazer a pergunta crucial à senhora que obtivera a grandiosa graça do Pai das Luzes:

- A senhora reconhece a Cristo como teu único e suficiente salvador?
- Não, respondeu a agraciada.

Este é um fato real ocorrido na igreja de um amigo tempo atrás. E a reflexão que fica é: milagres são necessários para salvação? Milagres aumentam a fé? Qual a real necessidade dos sinais e maravilhas?

O show em torno de acontecimentos sobrenaturais tem transformado a igreja atual num verdadeiro espetáculo onde: O altar é o palco; os pastores os animadores; e o povo o auditório. É um verdadeiro Show da Fé. Existem cristãos que pensam que se milagres não acontecem na igreja local Deus não está ali e nem naquele ministério. Ledo engano. O sobrenatural não acontece todos os dias. Caso contrário seria natural. O Deus sempre presente, nem sempre se manifesta de forma transcendental.

Quando analisamos os milagres de Jesus, percebemos que em nenhum momento Ele os fez para glória própria (salvo João 9, quando ele estabelece a razão do fato a glória de Deus), mas todos eles tinham um caráter estritamente pedagógico. Inclusive este, mas vejamos dois outros milagres:

a) Multiplicação dos pães: Quando Jesus multiplica os pães, ele sacia a fome de mais de 5000 homens (fora mulheres e crianças) que o cercava em busca das bençãos e não de Sua Majestosa (apesar de humilde) pessoa. Acontece que após este milagre, Jesus procede com uma homilia tecendo o seguinte comentário: “Eu sou o Pão da vida”, ou seja, vocês comeram do fruto do milagre, mas logo voltarão a ter fome. Alimentem-se de mim e não tornarão a ter fome (e sede de Justiça).

b) Jesus curando um cego: Após curar o cego, Jesus prega a seguinte mensagem: “Eu sou a luz do mudo”, ou seja, você foi curado, viverá alguns anos a mais; a vista voltará a falhar e, certamente, morrerá. Todavia, se receber a mim, terá a luz da vida na eternidade.

A fé também não depende dos milagres. Veja que Jesus nunca colocou o curado num palanque para que ele desse testemunho, como fazem as igrejas contemporâneas. Todavia, Ele preservava a imagem, pois tratava cada um como indivíduo. Jesus não expunha ninguém. A desculpa de que os milagres devem acontecer para gerar fé não é bíblica, pois a fé é dom de Deus (Ef 2.8) e não vem por vista, mas por ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17).

Portanto, contentemo-nos com o incomparável amor do Pai ao entregar seu único filho (Jo 3.16); com a salvação através da Morte e Ressurreição de Cristo; e com a sua preciosa Presença através do Espírito Santo. Os milagres que vierem são dádivas coadjuvantes diante do privilégio de sermos chamados Filhos de Deus, salvos em Cristo Jesus (Jo 1.12).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Orar para que?

“Pedis, e não recebeis porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” (Tiago 4.3)

Viver uma vida de oração é a recomendação da maioria dos líderes religiosos. As Escrituras Sagradas registram diversas passagens de incentivo e exemplo de oração de sucesso, mas uma questão é bastante intrigante nesta prática: sendo Deus onisciente, logo conhecedor de todas as coisas, não sabe as necessidades dos santos? E como possuidor do atributo da soberania, não está decidido o que há de acontecer com todos? E quantas outras questões podem ser levantadas sobre a prática da oração.

Na verdade, a soberania de Deus é fato, mas o que não se pode confundir é soberania de Deus com o que os espiritualistas chamam de destino. Quanto a onisciência, Deus conhece sim, não só as necessidades, como todo o Ser Humano e sua complexidade psíquica, biologica, social e espiritual. Então pra que orar? E Como orar?

Primeiramente devemos distinguir a diferença entre oração e petição, mas as igrejas contemporâneas – por não separarem uma coisa da outra – criaram uma receita chamada de campanha. Eu mesmo (outrora) dirigi diversas delas. Tem de todo tipo: Sete semanas, 21 dias de Daniel, Monte da consagração, rosa vermelha, gruta etc. Mas será que isso dá certo? Bem, para encher igreja certamente, mas a motivação não é das melhores. Quem vai a estas campanhas anula a graça de Deus, pois entende que as bençãos do Senhor dependem delas mesmas – pois estão se esforçando ou doando algo ao Senhor e, portanto, o Eterno DEVERÁ retribuí-las (mas isso é tema para outra coluna). A questão é que nem sempre as campanhas funcionam, “caso contrário, as igrejas neopentecostais estariam vazias” (palavras de um amigo, mestre em teologia), pois ao receberem as “vitórias” não voltariam, mas as pessoas são estimuladas a permanecerem “perseverantes” e, assim passam semanas, meses e até anos em busca de uma dádiva.

É fato que às vezes dá certo, todavia muitas vezes não. A percepção contrária se dá ao fato de a publicidade sobre o que dá certo é infinitamente maior que os supostos fracassos. Alguns líderes atribuem o não recebimento a falta de fé (sic), mas o fato está no equivoco da prática da oração.

A graça comum, aquela que vem de Deus a todos os homens, será alcançada por justo e injustos (Mt 5.44, 45), afinal, o sol e a chuva nasceram para todos os homens, independente de cor, raça, credo, e etnia. Isto independe da forma que oramos. É graça, simplesmente GRAÇA!

Não duvidemos que Deus abençoa e continuará abençoando, independente da quantidade de preces que fazemos, mas pela sua infinita graça, soberania e onisciência. A questão é que vida de oração é maravilhosa, e deve ser uma realidade da vida cristã, entretanto a motivação desta prática deve ser bíblica como Jesus ensinou. Oramos e devemos orar SEMPRE, todavia não o fazemos com a finalidade de estabelecermos um SAC celestial, mas para cultivarmos um verdadeiro RELACIONAMENTO com Deus.

Oramos porque AMAMOS a Cristo e não porque PRECISAMOS de algo vindo de Deus. Afinal, ele conhece as nossas necessidades. Então, oremos sem cessar como instruiu Paulo, o Apóstolo dos gentios, aos irmãos de Tessalônica (5.17). Caso ele não atenda as nossas petições, observemos o verso seguinte “em tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus”.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ansiedade: Como vencê-la?

Um amigo me pediu para que eu atualizasse meu blog, pois entrou três dias depois da última postagem e se deparou com a mesma mensagem e, veementemente, me disse: “notícia velha não dá, né?” Ele estava brincando, mas ressaltou de forma mais séria: “estou ansioso para ler um novo texto”. Foi neste instante que me veio à mente um trecho da carta do apóstolo Paulo aos filipenses (4.6-7), pois uma palavra mágica mexeu com meu interior: Ansioso.

Estou vivendo momentos de profunda ansiedade. Já fui aconselhado -por terapeuta - a voltar aos esportes, procurar acupuntura, homeopata, parar com coca-cola e tudo mais que tem cafeína além de chocolate (aí eu vi que a coisa ficou séria. Parar com tudo, tudo bem, mas chocolate não dá!).

Na re-leitura do trecho: “Não estejais ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.”, relembrei de minha pequena carreira como pregador. Uma das coisas que mais me chamou atenção foi pensar nas mensagens entusiasmadas em que convidei os ouvintes a serem mais ousados, a vivenciarem os textos que davam origem aos temas. Como é gostoso pregar, até que....bem, até que estamos vivendo algo em que precisamos praticar o texto, isto é, viver com o mesmo entusiasmo que um dia cobramos que a platéia procedesse.

Ah! Como é mais fácil aconselhar do que praticar, como é mais fácil criticar que realizar, como é mais fácil pregar do que viver alguns textos sagrados.

Isto me faz refletir sobre a forma de anunciar as boas novas de Cristo, pois mesmo conhecendo este texto de cor, não consigo ter esta paz em momentos de crises de ansiedade. Logo eu, Pregador, conselheiro, líder, exemplo? Sim, eu mesmo, pois sou humano como qualquer um. Como é bom descobrir isso! Não sou um super-crente! UFA! Sou um ser humano.
O mais engraçado é que a promessa que acompanha o conselho (E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” - v.7) é tão forte, tão marcante, que eu deveria cumprir o texto de “bate-pronto”, mas não dá. Não consigo. A ansiedade é forte demais. É, sou ser humano. Agora comecei a entender o caminho da Verdade de Cristo, pois o maior ato de espiritualidade de Deus foi se fazer humano, em Cristo Jesus.

Sendo assim, precisamos ser mais humanos. Ser espiritual é ser mais parecido com Deus, ou seja, quando mais espiritual eu sou, mas humano eu fico. Sinto os prazeres, as alegrias, mas também vivo as dores, os anseios, os dissabores... como é bom ser espiritual. Como é bom ser humano.

Quanto à ansiedade, se alguém conhece a resposta de como vencê-la, me diga, por favor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rio de Janeiro e a violência ... religiosa

A última semana foi marcada pela violência no Rio de Janeiro. É verdade que isso não é novidade em território fluminense, onde morre mais seres humanos que nos conflitos permanentes do Oriente Médio, mas não posso me privar de refletir sobre dados alarmantes!

De acordo com as estatísticas, o Rio de Janeiro está preste a se tornar o Estado em que o número de evangélicos superará a quantidade dos pertencentes a outras religiões, pois bem, sendo o Evangelho Genuíno um motor para transformação de vida, o Estado não deveria ser o mais seguro e polido da Federação? Duas questões estão presentes aqui: 1) O evangelho perdeu o efeito ou 2) a palavra pregada neste Estado não condiz com os ensinamentos de Cristo?

Olhando para o texto sagrado, em Isaías encontramos a seguinte afirmação: “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do SENHOR. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. (40. 7,8). Em todo Cânon encontramos a afirmativa de que a palavra de Deus é eterna, Cristo é o Próprio Logos (Palavra) do Altíssimo. Não existe texto tão vivo e eficaz quanto a Bíblia Sagrada. Quem examina, sabe! Logo, a primeira questão está descartada, afinal, disse Jesus que: “Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar”. (Lc 21.33).

Fiquemos na segunda indagação. Que palavra está sendo pregada ao povo? A da vitória a qualquer preço? A do egocentrismo onde o que importa é que meus desejos sejam realizados? O mundo gospel se assemelha as fábulas onde pessoas encontram uma lâmpada mágica e de lá sai um gênio que realiza seus desejos. O mundo gospel é composto por seguidores de um gênio da lâmpada, neste caso, o objeto místico é a Bíblia e o gênio, os pregadores (sic).

Os anunciadores deste evangelho vazio estão se valendo de porções do texto sagrado, fora do seu contexto e ensinam todo tipo de engodo. Estes animadores de auditório incentivam que devemos determinar, tomar posse, exigir dentre outros verbos “ousados”, onde Cristo deixou de ser o Senhor para se tornar escravo de um povo sem temor e sem vergonha! Um povo vazio!

Deixaram de pregar a transformação de caráter, não se fala em ser igual ao carpinteiro (Cristo), mas ser o rei (Herodes); não se ensina a ser o profeta (João Batista), mas a ser o sacerdote (Caifás); não ensinam a ajuntar tesouro no Céu onde a traça não destrói e o ladrão não rouba, mas a ter exorbitantes contas bancárias. Não se prega a manjedoura, mas os palácios...

Esta palavra não gera vida, não transforma caráter, não faz nascer de novo e sem novo nascimento é impossível ser igual a Cristo (João 3). Sem novo nascimento, não há mudança de mente (metanóia), sem novo nascimento só resta a degradação humana. Só resta a violência.

Violentaram o Evangelho de Cristo!


"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." (Sl 119.105)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Galácia é aqui.

Resenha da carta do Apóstolo Paulo aos gálatas.

A carta neo testamentária tem como cerne combater a influência judaizante que assolava os crentes da região da Galácia. As igrejas daquelas cidades estavam repletas de crentes inconstantes no Evangelho, pois aparentemente eles ouviam mais do que liam e, por isso, eram presas fáceis para falsas doutrinas.

Para combater tais heresias, Paulo frisa que não existe outro Evangelho (1.8). Chega a afirmar que se ele próprio pregasse qualquer palavra diferente que fosse considerado maldito (ou anátema – 1.8,9). O apóstolo destaca o seu zelo pelo judaísmo no passado como garantia de que apregoava sobre algo que conhecia profundamente e, portanto, se esforçava ao máximo – na mesma proporção de antes da conversão – para, agora, pregar o Evangelho de Cristo (tratava a doutrina na primeira pessoa do singular - “meu Evangelho” – pois afirmava que recebera do próprio Cristo – 1.11-16).

Ao afirmar que não se dobraria a nenhum homem para garantir a integridade do Evangelho, Paulo cita que repreendeu Pedro na Antioquia, pois Cefas havia titubeado entre dois pensamentos, ou seja, na presença dos gentios era pela graça, na presença dos Judeus defendia os costumes semitas. Tal atitude era inadmissível por quem defendia o que se acreditava ser a verdade.

Os crentes da Galácia são chamados de insensatos pelo autor (3.1) pelo fato de estarem tentando ser santificados pelo esforço próprio. Isto fazia com que os gálatas fossem escravos da lei apesar da liberdade proporcionada pelo evangelho da graça. A fim de esclarecimento, o apóstolo frisa que o chamado de Abraão já havia sido feito através da fé e que as promessas foram alcançadas pelo belo exemplo do patriarca no que tange a sua confiança em Deus. Vimos no verso 11 do capitulo 3 a citação do profeta Habacuque que diz que “o justo viverá pela fé”, quando Paulo explica que “é evidente que pela lei ninguém será justificado”.

O autor chega a dizer que Cristo nos resgatou da maldição da lei quando se fez maldição na cruz, para que a benção de Abraão chegasse aos gentios e para que pela fé recebêssemos a promessa do Espírito Santo. O Apóstolo não chama a lei de maldição, afinal foi dada pelo próprio Deus a Moisés, mas ele sinaliza que a lei é como placas que conduzem o homem a Cristo, isto é, Jesus é o local onde devemos chegar para alcançar a tão sonhada salvação e a lei foi durante um tempo o aio (guia, condutor) que nos conduziu a este tão maravilhoso porto seguro.

A carta termina fazendo um resumo da lei (“amarás o teu próximo como a ti mesmo”) e para isso nos apresenta de forma prática o que é o cumprimento desta legislação quando explicita as obras da carne e o fruto do espírito. Note que as obras são no plural, ou seja, ao deslizarmos em qualquer item citado será suficiente para descumprirmos o mandamento defendido (amor ao próximo). Já o fruto do espírito está no singular, afirmando que todos os itens fazem parte de um todo e que, portanto, deve ser vivido e cumprido através do amor de Cristo refletido em nós, através de nossas ações, pois a fé apresentada é uma fé prática. Não se trata de uma fé inerte, mas trata-se de uma fé em constante ação.


:: Qualquer semelhança com a igreja contemporânea, não é mera coincidência ::

Lembre-se: Nenhum esforço humano substitui o sacrifício de Cristo!


Graça e Paz.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Profetas para uma geração ressequida

Texto Ez 37.1-14.
Introdução

Ao analisar o texto de Ezequiel 37, percebe-se uma metáfora perfeita dos dias atuais na igreja evangélica brasileira. Senão, vejamos:
O vale dos ossos secos é símbolo do povo de Israel no exílio, sem nenhuma esperança. Aquela nação estava como ossos secos, sua esperança estava destruída e sua identidade apagada.
Quando consideramos que, naquele tempo, Israel era a nação sacerdotal, podemos colocar esta nação como um tipo da igreja neotestamentária.
Pois bem, a igreja na atualidade, presa a teologias tortuosas - como é o caso da triunfalista e de prosperidade - está ressequida. Sequíssima! Olhamos ao redor e vemos um campo, que outrora verdejante, árido. Na igreja contemporânea sobra misticismo e falta espiritualidade. Muita emoção e pouca fidelidade (Phistis = fé).

1) Uma igreja exilada dentro da própria igreja

A igreja está exilada da presença de Deus e somente através da profecia – palavra de Deus – ouvida e, principalmente, posta em prática poderá ser re-acesa a esperança de voltar à pátria almejada (Presença real e abundante de Deus)

Para os exilados na casa do pai, resta, portanto ouvir e praticar o Evangelho (com “E” maiúsculo)...


¬ Evangelho da Renuncia...
¬ Evangelho do amor ao próximo,
¬ Evangelho do perdão,
¬ Evangelho do sofrer e morrer por Cristo!
¬ Evangelho do amar a Deus ainda que tudo vá pessimamente mal
¬ Evangelho do ser fiel a Cristo ainda que os três filhos morram queimados (Força amigo e irmão Paulo Andrade) ou quando a mamãe - filha de Deus - morre agonizando com um câncer (Neste caso, a minha que descansa nos braços do Pai).

2) O retorno à pátria dependerá da qualidade da profecia

O profeta vetero testamentário é convidado a profetizar “Profetiza a estes ossos” (Ez 37,4.9.12). Ou seja, a Palavra de Deus anunciada pelo profeta, recria a identidade do povo assim como reconstrói a vida dos ossos ressequidos que voltaram à vida. Mesmo que:

Este povo já estejam numa terra distante – neste mundo que “jaz no maligno” – somos peregrinos nesta terra, mas ainda há esperança para a Igreja de brasileira!

Este povo esteja numa cultura estranha, - neste sistema mundano que entrou na Igreja de Cristo, contaminando parte do seu corpo. Mas como diz as escrituras: as portas do Inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor!

Este povo seja de uma religião idólatra - as igrejas atuais que idolatram seus super-líderes, pregadores pop stars e “profetas” de vitórias, além das riquezas materiais e tudo que é perecíveil. Fala-se tanto dos Católicos Romanos que idolatram santos de barro, enquanto na igreja cristão contemporânea idolatra-se de tudo um pouco. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (Jo 4.34,24)

Este povo esteja tomado de depravação de costumes – a igreja está deixando os bons costumes defendidos pelas Escrituras Sagradas – não me refiro à roupa ou qualquer costume que mexe com a aparência física – mas me refiro aos BONS costumes (defendidos por Paulo na sua primeira carta aos Corintios – 15.33), em cujo estão práticas, tais como: ajudar aos abatidos, visitar aos enfermos, levantar os caídos, atender as viúvas (citados também por Tiago no capítulo 1º de sua carta)


Conclusão

Nos tempos de Israel, só restava a esperança que brotava do anúncio da Palavra de Deus, feito pelo profeta Ezequiel.

No caso da Igreja Cristã atual, onde estão os homens chamados para anunciar as BOAS NOVAS? Ainda há esperança, desde que os pregoeiros se recusem a afagar o ego dos ouvintes, a “profetizar” e determinar algo sobre a vida dos irmãos prometendo o que não podem cumprir, mas ao invés disso, levam a esperança que é gerada através do anúncio do Evangelho de Cristo. Sobre esta mensagem ressalto que não traz Glamour ao que anuncia, mas humilhação (os humilhados serão exaltados); não promove sucesso humano ao pregador, mas a fama de um Cristão autêntico, isto é, alguém que se parece com Cristo através de suas ações.

Portanto, profetize sobre estes ossos secos, em Nome de Jesus, pois somente através do Deus da palavra, a igreja de Cristo poderá renascer neste país!

domingo, 18 de outubro de 2009

Chamada a Reflexão.

Prezados,

Este espaço foi criado com a proposta de refletir sobre o Evangelho de Cristo e assuntos relacionados ao Ser Humano.

Conclamo a todos os leitores a refletir, pensar, criticar. Senso crítico é uma virtude que pode e deve ser aprendido e praticado.

Bem vindo ao caminho da reflexão!