terça-feira, 30 de setembro de 2014

RESTAURANDO A ALEGRIA VERDADEIRA

João 2.5 "Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser."

Ao acordar, fui agraciado com o texto sobre as bodas de Caná. E sem muitos rodeios senti o desejo de colocar 04 reflexões sobre a passagem. Vamos lá!

1)      Jesus era um ser social (V2) – Reparemos que Jesus foi convidado a um casamento e foi prestigiar os noivos. Sendo o casamento um evento social, Cristo fez questão de estar presente. Sendo assim, o cristão não deve se isolar com a prerrogativa de estar se afastando do mundo. Lembre-se da habilidade da graça. Esta ave vive em meio a lama, mas continua com suas penas alvas como a neve. Portanto, é possível de andar em meio ao mundo sem ser contaminado pelo seu sistema pecaminoso. Ou seja, é absolutamente possível estar em eventos sociais sem se assentar à roda dos escarnecedores. “tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém”.

2)      Cristo não precisa de orientações. Ele sabe quando e como fazer o melhor para ti. (v.3 e 4) - Maria, a mãe do Senhor, tentou dizer-lhe o que fazer. Muitos cristãos tentam orientar a Cristo quanto ao que deve ou não deve fazer. Repare que a mãe de Jesus volta atrás, ao ser repreendida, pelo Senhor e declara: “fazei tudo quanto ele vos disser”.

3)      Mesmo que te falte alguma coisa, faça tudo o que Cristo vos disser (V. 5-8) – Existem pessoas que tentam de todas as formas resolver alguns problemas ao invés de parar e ouvir a voz de Deus. Oração não é somente falar com Deus, mas ouvir a sua doce voz nos orientando. As orientações do Senhor pareciam absurdas. Os empregados poderiam ser demitidos ao levar água para o Mestre-sala, mas eles confiaram nas orientações do Mestre dos mestres e Reis dos Reis.

4)      Onde Cristo habita existe abundância de alegria (v. 9 e 10) – O vinho representava a alegria. Cristo não levou apenas alegria, mas a MELHOR alegria, o melhor vinho! Deixar Jesus habitar em nossos corações, nas nossas casas, nas nossas famílias, nos nossos trabalhos... é certeza da melhor alegria.

AH, LEMBRE-SE: Jesus é o vinho da nova aliança com Deus e o Pão da vida, isto é, Ele dá alegria e sacia tua fome de Justiça.


No Eterno!

IGREJA DO WHATSAPP

Olá amados irmãos que têm vivido a experiência da leitura da Palavra de Deus através do Pastor Hudson no WhatsApp.

O uso inteligente desta tecnologia viciante é deveras edificante. Acordar e dormir todos os dias com a leitura das Sagradas Escrituras tem sido deliciosamente renovador.


Acrescente este espaço aqui para refletirmos nas questões do Alto, pois a "convivência" com os amados tem me inspirado a voltar a escrever sobre a vida e o Eterno.


Oremos uns pelos outros para tenhamos forças para resistir no dia mau.

Deixo-vos a santa Paz que nos fora dada por Aquele que É, Foi e sempre Será o autor da vida e consumador da Fé, Jesus Nazareno, O Cristo!

Para reflexão deixo o texto que rege a minha existência desde a adolescência, escrito pelo Apóstolo Paulo aos Romanos em seu capítulo 8 no seu verso de número 28 descrito ao lado (Bem Vindos).

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Romanos 8:28
E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Romanos 8:28
E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Romanos 8:28

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Alargando as portas do entendimento

“Conta-se que foram convidados para um casamento dois importantes rabinos hassídicos para co-oficiar – Rabi Levi Itschak de Berdichev e o Alter Rebbe, o Rabino Shneur Zalman.

Os dois tinham características diferentes. Rabi Levi era conhecido como pessoa de grande espontaneidade, cuja alma era puro fogo. Para ele não existia o mundo, apenas a realidade de Deus. Já o Alter Rebbe era alguém para quem Deus era obviamente importante, mas existia o mundo e a sua realidade.

Quando orava, Rabi Levi se deslocava pela sinagoga de tal maneira, que em dado momento estava em um local, logo em outro. O Alter Rebbe, por sua vez, permanecia fixo em um único lugar. No dia do dito casamento, quando os dois se dirigiam à sala em que se realizaria a cerimônia, se depararam com uma porta muito estreita, por onde não poderiam passar juntos.

Como é de costume, em deferência, um propôs ao outro: ‘Por favor, passe primeiro.’ O outro recusou: ‘Não de forma nenhuma, passe você primeiro!’ Ficaram assim por alguns instantes, até que Rabi Levi disse: ‘Passemos pela parede!’ Ao que retrucou o Alter Rebbe: ´Não...é suficiente alargarmos a porta.’

A primavera se aproxima nos convidando a alargar as portas: portas do coração, portas da mente, da compreensão e do diálogo com todos, com a família, com a equipe... Alarguemos as nossas portas para que as bênçãos encontrem acolhida e setembro seja um mês de realizações e alegrias para todos!


Extraído do livro Fronteiras da Inteligência – Nilton Bonder. Ed. Campus e enviado por Luiz Claudio Gomes Lopes, Pr.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Saudades dos santos



“OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” (Sl 133.1)

Na última semana eu refletia o quando é empolgante estar na presença singela e proporcionalmente poderosa do Eterno. Pois bem, esta semana eu preciso admitir que senti falta de cultuar no templo.

Tenho a plena certeza de que não preciso estar num local específico para manter a comunhão com Deus e nem com os santos, uma vez que estou no meio deles em todos os lugares por onde passo. Todavia, a energia que emana de um povo reunido em prol da busca por Cristo é muito, muito boa.

Ao extravasar meus sentimentos na forma da fé, seria taxado pela psicologia como vivendo um momento de catarse, ou seja, basicamente o tratamento das psiconeuroses que consiste em estimular o paciente a contar tudo o que lhe ocorre sobre determinado assunto, a fim de obter uma "purgação" da mente. Eu preciso reconhecer que a psicologia tem razão. Afinal, quando louvamos e oramos estamos num maravilhoso tratamento através da verbalização e o maior detalhe é que estamos fazendo nossa terapia em grupo e com um Psicólogo infalível. Contando-lhe tudo na certeza de que nada receberei de volta em face como acusações e apontamentos de eventuais erros cometidos. Isso é experimentar o amor de Deus coletivamente.

Já a retórica segundo Aristóteles, catarse é a "purificação" experimentada pelos espectadores, durante e após uma representação dramática. E eu preciso concordar com este pensador também, pois sou purificado quando, juntos com outros participantes do Reino, experimento a representação do invisível, eterno, imortal e tão real amor de Deus, em Cristo Jesus.

Sendo assim, devo confessar que um happy hour com música ao vivo depois de um dia estressante de trabalho, bem como um cinema; teatro e restaurante com a família pe muito bom, mas reunirmo-nos com os irmãos depois de uma semana abençoada por Deus pode ser muito melhor. Ou não. Uma coisa é certa: Seja no restaurante ou no templo, o importante é mantermos a união.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Coração arde...

Impressionante como "a criança" salta em "meu ventre" assim como foi quando do encontro entre Maria e Isabel, nos momentos em que estou verdadeiramente na presença de Cristo.


Ontem foi um dia típico de inverno no Rio de Janeiro. Friozinho gostoso, em casa, curtindo uma TV debaixo das cobertas com minha mulher. A noite tinha o culto e a celebração do aniversário do meu grande amigo Rev. Trotta e lá fomos nós. Que culto santo, abençoado e simples, isso mesmo, SIMPLES, como Cristo o é. Uma palavra em Hb 11, falando da mais pura e genuina fé em Cristo, O Eterno. Uma fé sadia, sem insanidades em nome de Deus. Uma fé com os pés na terra e a mente nos céus. Uma fé libertadora e não opressora. Uma fé que traz leveza e não o peso do pecado diário. Uma fé pautada na cruz de Cristo, onde eu trago a minha cruz (mazelas e pecados) e me impulsiona a seguir ao Mestre com prazer. Com gozo dos santos.

Enfim, bastaram 2 horas na presença singela do Senhor Jesus, na comunhão com os santos e na companhia de pessoas preciosas para saltar em mim o desejo de fazer algo pelo reino. Digo algo com substância. Algo que comece a mudar a minha vida antes de mudar outrem... Meu coração arde toda vez que me deparo com um Cristo amoroso, piedoso, compreensivo, misericordioso e ao mesmo tempo tão poderoso.

Definitivamente eu quero é Deus!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pós-modernidade e suas concepções divergentes


Existem divergências quanto o inicio do período pós-moderno. A primeira delas refere-se à data do princípio que marca esta nova era. Alguns pensadores admitem que o preâmbulo gira em torno de 1930, enquanto outros colaboradores advogam que esta se inicia na década de 80, com o grande marco na queda do muro de Berlim. Todavia a maior discordância não está no âmbito das datas, mas na real existência de um período pós-modernista. Ou seja, enquanto uma parte dos estudiosos acredita que após a Segunda Grande Guerra (1945) o mundo jaz no pós-modernismo, outra prole crê que estamos vivendo uma nova fase social da modernidade, iniciada com a renascença e cujo ápice se deu no Iluminismo do século XVIII. Neste tópico dissertar-se-á sobre esta contradição e suas implicações no rumo da história contemporânea.


Para os marxistas, a pós-modernidade não passa da modernidade capitalista disfarçada em seu terceiro momento na vida social. Para estes pensadores, a fase que começou com uma sociedade política e economicamente feudal e capitalista, evoluiu para as revoluções industriais capitalistas e agora está numa fase de desenvolvimento tecnológico capitalista neo-liberal, cujo o resultado é o consumismo exacerbado. Visão bem parecida com a dos filósofos que advogam a inexistência da pós-modernidade, pois não enxergam evolução na modernidade, ou seja, o que a sociedade vivencia é um aperfeiçoamento do modernismo com destaques para o hedonismo, consumismo e egocentrismo.


Os sociólogos em geral afirmam que a modernidade sofreu falência uma vez que a ciência não teve condições de dar todas as respostas das indagações humanas, como por exemplo, de onde vieram. Deste modo o ser humano continua com anseios de descobrir os mistérios transcendentais ou espirituais, na visão dos teólogos.


De acordo com o psicanalista Raymundo de Lima, o “pós-modernismo, em sua origem, significava a perda da historicidade e o fim da grande narrativa”, isto é, a história como conhecida – de maneira linear e peculiar de cada cultura – perdeu o sentido com o surgimento de um novo sistema global, universal e capitalista. Alguns pensadores defendem, inclusive, o fim da história. Para Lima, esta nova fase marca o fim de “uma tradição de mudança e ruptura, bem como o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado.” (Op Cit). No modernismo a razão não poderia coadunar com suas experiências pessoais levando o homem a um engessamento de personalidade, pois se depositava a esperança humana única e exclusivamente na racionalidade e, conseqüentemente, na capacidade intelectual do ser humano. Isto ajudou a acelerar o processo de transição cultural que para Gianni Vattino (2001): “a chamada "pós-modernidade" aparece como uma espécie de Renascimento dos ideais banidos e cassados por nossa modernidade racionalizadora. Esta modernidade teria terminado a partir do momento em que não podemos mais falar da história como algo de unitário e quando morre o mito do Progresso. É a emergência desses ideais que seria responsável por toda uma onda de comportamentos e de atitudes irracionais e desencantados em relação à política e pelo crescimento do ceticismo face aos valores fundamentais da modernidade. Estaríamos dando adeus à modernidade, à Razão. Quem acredita ainda que ‘todo real é racional e que todo real é racional’?(Hegel)


Na idade média a Igreja-Estado era a detentora dos poderes político, econômico e cultural e, em nome de um governo teocrático, Deus – representado pelos sacerdotes – era o centro de todas as coisas, isto é, Deus é a explicação para todas as ocorrências cotidianas. Na idade moderna, Igreja e o Estado se separam. A razão explicaria todas as questões do ser humano, desta forma tudo deveria ser interpretado pela ciência. Nesta fase a existência de um ser divino foi descartada de tal forma que Friedrich Wilhelm Nietzsche, influente filósofo alemão do século XIX chegou a declarar a morte de Deus.


Como a razão não pode responder todas as questões do homem, este inquieto ser volta-se para as questões espirituais. Busca-se a presença de um ser maior que possa preencher um vazio existente na raça humana, através de experiências pessoais, empíricas. Dá-se vazão às questões transcendentais, ou seja, é permitido ir além das evidências científicas. O homem passa a olhar para Deus como revelador daquilo que nunca encontraria resposta por si mesmo ou por qualquer outro ser humano. Possibilita-se utilizar a fé como sua ferramenta, sem descartar as conquistas da ciência. Fé e razão passam a se conciliar; andam juntas. Nasce, para alguns pensadores, a Idade Pós-Moderna ou contemporânea.


Nesta nova fase da história, a soberania de Deus, defendida na Idade Média é substituída pelas potencialidades humanas. O homem continua sendo o centro de todas as coisas, pois Deus o criou para dominar o mundo. Um rabino, ao analisar o termo Eu Sou (YHWH) encontrado nos escritos mosaicos, quando da apresentação de Deus a Moises, no deserto; comparando com os nomes atribuídos a Deus no cânon vetero-testamentario, tais como: Senhor dos Exércitos, Deus de Paz, Deus de provisão, Deus Cura; chegou a seguinte conclusão: “Deus é aquilo que precisamos que ele seja”. É baseada neste tipo de visão que o homem pós-moderno, transita entre o profano e o sagrado; entre a razão e a fé; entre o dever e o poder. Tudo em nome do Divino. Ao ser humano é atribuído o poder de decidir o que Deus ‘deve’ ou não fazer. É comum ao homem contemporâneo, principalmente nas seitas pseudo-evangélicas o determinismo e o positivismo tão comum nas filosofias asiáticas. Jargões como ‘eu determino’, ‘eu exijo’, ‘eu expulso’, ‘eu amarro’, ‘eu não aceito’ revelam exatamente o pensamento e o caráter pós-moderno. O ego está cada vez mais aflorado pelo poder atribuído ao homem, com seus aparatos tecnológicos e capacidade econômica. Perdem-se alguns limites e a busca pela sacies dos prazeres aumentam em proporções alarmantes.


Podem-se observar alguns sintomas do sujeito pós-moderno, dentre eles a capacidade de não ter um posicionamento filosófico-político definido, isto é, uma pessoa com sentimento pós-moderno não pertence nem à direita e nem à esquerda na política. O que importa é o bem estar e o prazer pessoal. Outra característica deste indivíduo é a exclusão da dimensão da subjetividade e da privacidade das pessoas. Anula-se a dimensão do privado, tornando ‘tudo’ público, do cotidiano dos ansiosos por fama um reality show até as mais famosas celebridades ‘midiáticas’, como também dos evangélicos e dos carismáticos que se expõem frente as câmeras de uma televisão fascinando todos com suas ideologias. Segundo Lima (op cit): “Os sintomas de obscenidade da era moderna de exploração sexual ou de exploração do trabalho, operavam sempre no oculto, eram marginalizadas aos subterrâneos da vida social. Os dispositivos ideológicos de manutenção das cosias como estavam, eram a opressão social, a repressão psíquica e o trabalho ideológico de recondução da libido para fins de trabalho ou exploração industrial; hoje, na sociedade pós-moderna, operam mecanismos de promoção da visibilidade do que era privado, como se decretasse o fim do segredo ou o fim da intimidade.”


Perdeu-se a noção de intimidade entre os pares. Tudo se tornou público. Os relacionamentos tornaram-se rasos, superficiais e isto afetou também o relacionamento do homem com Deus nesta nova fase da história. O primeiro passou a aceitar o sagrado, mas sem um compromisso com o Criador. A metáfora de pai e filho; noivo e noiva; perdeu o sentido, dando lugar a simples conhecidos que comercializam de tudo: crença em troca de milagres, dízimos em troca de prosperidade financeira e toda forma de negociatas. É o mercantilismo da fé. Tudo é à base de troca. Deus e os homens são como vendedor e clientes prontos para “fecharem mais um grande negócio”.


No pensamento pós-moderno, tudo é comercializável; do trabalho ao sexo. Com uma roupagem palatável, consumam-se de tudo, de modo que a sensação pós-moderna torna-se perceptível. O trabalho compulsivo, muitas vezes é transmitido como lazer e o“ócio criativo, gera o stress, a perversão, a depressão, a obesidade e o tédio” (LIMA, op cit). A perversão e o stress são sintomas da falta de lei, de tempo e de perspectiva de futuro. Zizek afirma que “tudo se tornou demasiadamente próximo, promiscuo, sem limites, deixando-se penetrar por todos os poros e orifícios” (2004). O que importa é que as necessidades sejam supridas por um mercado livre de pudores e desprovido de moral.


A sociedade é movida pela necessidade do espetáculo, pela ânsia do prazer a qualquer custo. Para o pós-moderno vale de tudo e mais, todos se sentem na obrigação de se divertir, de aproveitar a vida e trabalhar muito para se obter bens e reconhecimento social, sem se importar com os limites pessoais. Nas afirmações de um certo pensador, “se a modernidade prometia a felicidade através do progresso da ciência ou de uma revolução, a pós-modernidade promete um nada que pretende ser o solo para tudo.” (opt Cit) A impressão é que todo o vazio do homem só se avoluma diante de tantas incertezas. Para preencher este vácuo busca-se esoterismo, meditações, filosofias, espiritualismos, magias, fábulas e todo o tipo de êxtase baseado em crendices.


Diante do exposto, concluiu-se que das concepções divergentes a cerca da pós-modernidade, as correntes analisadas concordam com o fato de que tanto a incomunicabilidade com Deus em nome da razão, defendida pela Idade Moderna, quanto à busca desenfreada pelo prazer e a satisfação pessoal proveniente da ciência, não preencheram o vazio que existe no homem pela ausência de Deus. O ser humano está ainda mais fragilizado nesta na pós-modernidade.
Percebeu-se, ainda, que a idade contemporânea (seja como terceira fase da modernidade, ou na era pós-moderna) na tentativa de preencher o individuo, colocou-o numa confusão ainda maior quando lhe apresentou um deus frágil e manipulável. O homem como centro de todas as coisas, como uma fé em algo sagrado que atua a seu bel prazer, é como uma criança que tem uma fada madrinha e não vê limites para realizar os seus sonhos. Tornou-se insaciável, individualista e extremamente exibido.


Observou-se, também, que apesar de apegado ao sagrado, o homem pós-moderno está cada vez mais afastado do Deus bibliocêntrico, pois além das exposições anteriores, esta crença desproporcionalmente egocêntrica tem atingido a teologia contemporânea onde o ter está suplantando o ser.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Getsemani: Lições no sofrimento do Mestre

Texto base: Lucas 22.39-46

Jesus certamente é o melhor modelo para que vivamos, e bem, nesta vida. No caso do relato do Dr. Lucas, uma das maiores lições é exatamente aquela que está mais esquecida no meio evangélico atual, ou seja, assim como Ele, nós também sofreremos. Isto é fato. Como o Cristo mesmo ressaltou, “tenho-vos dito isto, para que tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33)

Escrever sobre isso não é admitir a falta de fé, ao contrário, é fortalecer-se no Senhor e na força do Seu poder para que possa estar firme nos dias de angústias. É ter paz ao lembrar que o Senhor dos senhores também sofreu e ainda, venceu o sofrimento. Por conta disto, atentemos para as características de quem está sofrendo:

A) Isolamento voluntário – o verso 41 mostra que Jesus “apartou-se dos discípulos cerca de um tiro de pedra”. Normalmente quem está em meio a uma dor aguda tem a tendência a se isolar e isto é ruim, pois é um passo para a doença do século, a depressão. Os discípulos estavam com Cristo, mas Ele preferiu afastar-se dos amigos. Interessante é que normalmente quem está angustiado se afasta, todavia tem a percepção que as pessoas é quem se afastaram.

B) Vontade de desistir dos sonhos – O lado humano de Jesus o fez, mesmo que por milésimos de segundos, declarar ao Pai que “se possível, passe de mim este cálice” (v. 42). O único motivo do Cristo ter vindo a este mundo era morrer pela humanidade, mas em meio ao sofrimento parece que tudo ficou esquecido.

C) A saúde física é afetada pela agonia profunda – No ápice de sua angustia, Jesus suou grandes gotas de sangue (v. 44). Doenças psicossomáticas são uma realidade. Ao somatizar o sofrimento o corpo tende a responder com anomalias. É comprovado pela ciência que um enorme percentual de mulheres que desenvolveram câncer de mama tiveram anteriormente uma grande perda em suas vidas, como por exemplo: Morte de um filho ou a separação no casamento.


:: Ensinos de Jesus para os momentos de dor ::

1. Orar é um exercício espiritual e terapêutico – os versículos 40, 41 e 44 mostram que em meio a grande aflição Jesus orava cada vez mais intensamente. Quem conhece tratamento psicológico sabe que os especialistas ao receberem seus pacientes pedem para que eles falem, e falem muito sobre si. Os terapeutas praticamente se condicionam a ouvir, pois quando os pacientes verbalizam estão iniciando seu tratamento.

A grande questão é que se confunde oração com petição. Antes disso, orar é se relacionar com Deus. É abrir o coração, sem formalidades, àquele que é o melhor terapeuta e amigo do homem. Orar é falar das aflições e das alegrias. É manter a comunhão e o relacionamento íntimo com o Pai Celeste. (
Veja mais sobre oração)


2. Buscar a vontade de Deus é retomar o caminho da felicidade – Ao pensar em desistir dos sonhos, imediatamente Jesus se reporta a Deus e diz: “todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” (v.42). Entender a vontade de Deus é voltar às eiras da sublime alegria e a vontade de Deus para o homem é o amor. Ame a si mesmo e ao próximo. Semeie o amor e colheras a cem por um. Quando amamos colhemos os frutos deste amor. Portanto, ame-se, valorize-se, cuide-se, levante-se! A partir daí, ame ao próximo, valorize o irmão, cuide de alguém, levante outrem! Fazendo isso você será muito mais feliz.

3. Buscar a comunhão com os santos é sair do isolamento – “Levantando-se Jesus da Oração, veio para os seus discípulos”. Já dizia a canção: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. Volte ao teu convívio social, procure os amigos, procure os irmãos. Saia da inércia. Você não é coitadinho e nem queira ser, senão, análise a origem deste termo: vem de coito!

Sempre existirá alguém com a dor maior que a tua, portanto levante-se, olhe para o lado e verás que poderá, mesmo com toda tua dor, ajudar alguém que está em está pior que o teu. Semeie o amor. Lembre-se que ninguém é tão pobre que não tenha o que dar como ninguém é tão rico que não tenha o que receber. Alguém sofre que perdeu um filho, um conhecido meu perdeu três e mais a casa, num incêndio. Caro leitor, mesmo no momento de sofrimento Jesus se permitia preocupar-se com alguém, veja: “E quando chegou aquele lugar disse-lhes: orai, para que não entreis em tentação”.

Todos os homens sofrerão enquanto estiverem nesta vida. O sol nasceu para justos e injustos, todavia sofrer com Deus é diferente. Ele sempre prepara um anjo para te amparar. O Verso 43 mostra que um anjo esteve todo o tempo ao lado de Jesus para o fortalecer. O anjo do Senhor acampa ao redor dos que o teme e os livra. Ainda que não seja um anjo celeste, Deus coloca anjos – humanos – ao teu lado, dispostos a estenderem as mãos e te dar uma força. Por isso, saia do isolamento. Olhe ao redor e volte imediatamente ao convívio social, pois isto te fará muito bem.


Ah! Lembre-se, “tenho-vos dito isto, para que tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Para que tenhais PAZ!