quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Galácia é aqui.

Resenha da carta do Apóstolo Paulo aos gálatas.

A carta neo testamentária tem como cerne combater a influência judaizante que assolava os crentes da região da Galácia. As igrejas daquelas cidades estavam repletas de crentes inconstantes no Evangelho, pois aparentemente eles ouviam mais do que liam e, por isso, eram presas fáceis para falsas doutrinas.

Para combater tais heresias, Paulo frisa que não existe outro Evangelho (1.8). Chega a afirmar que se ele próprio pregasse qualquer palavra diferente que fosse considerado maldito (ou anátema – 1.8,9). O apóstolo destaca o seu zelo pelo judaísmo no passado como garantia de que apregoava sobre algo que conhecia profundamente e, portanto, se esforçava ao máximo – na mesma proporção de antes da conversão – para, agora, pregar o Evangelho de Cristo (tratava a doutrina na primeira pessoa do singular - “meu Evangelho” – pois afirmava que recebera do próprio Cristo – 1.11-16).

Ao afirmar que não se dobraria a nenhum homem para garantir a integridade do Evangelho, Paulo cita que repreendeu Pedro na Antioquia, pois Cefas havia titubeado entre dois pensamentos, ou seja, na presença dos gentios era pela graça, na presença dos Judeus defendia os costumes semitas. Tal atitude era inadmissível por quem defendia o que se acreditava ser a verdade.

Os crentes da Galácia são chamados de insensatos pelo autor (3.1) pelo fato de estarem tentando ser santificados pelo esforço próprio. Isto fazia com que os gálatas fossem escravos da lei apesar da liberdade proporcionada pelo evangelho da graça. A fim de esclarecimento, o apóstolo frisa que o chamado de Abraão já havia sido feito através da fé e que as promessas foram alcançadas pelo belo exemplo do patriarca no que tange a sua confiança em Deus. Vimos no verso 11 do capitulo 3 a citação do profeta Habacuque que diz que “o justo viverá pela fé”, quando Paulo explica que “é evidente que pela lei ninguém será justificado”.

O autor chega a dizer que Cristo nos resgatou da maldição da lei quando se fez maldição na cruz, para que a benção de Abraão chegasse aos gentios e para que pela fé recebêssemos a promessa do Espírito Santo. O Apóstolo não chama a lei de maldição, afinal foi dada pelo próprio Deus a Moisés, mas ele sinaliza que a lei é como placas que conduzem o homem a Cristo, isto é, Jesus é o local onde devemos chegar para alcançar a tão sonhada salvação e a lei foi durante um tempo o aio (guia, condutor) que nos conduziu a este tão maravilhoso porto seguro.

A carta termina fazendo um resumo da lei (“amarás o teu próximo como a ti mesmo”) e para isso nos apresenta de forma prática o que é o cumprimento desta legislação quando explicita as obras da carne e o fruto do espírito. Note que as obras são no plural, ou seja, ao deslizarmos em qualquer item citado será suficiente para descumprirmos o mandamento defendido (amor ao próximo). Já o fruto do espírito está no singular, afirmando que todos os itens fazem parte de um todo e que, portanto, deve ser vivido e cumprido através do amor de Cristo refletido em nós, através de nossas ações, pois a fé apresentada é uma fé prática. Não se trata de uma fé inerte, mas trata-se de uma fé em constante ação.


:: Qualquer semelhança com a igreja contemporânea, não é mera coincidência ::

Lembre-se: Nenhum esforço humano substitui o sacrifício de Cristo!


Graça e Paz.

2 comentários:

  1. GOSTEI MUITO DESTE ESTUDO, QUE DEUS CONTINUE TE ABENÇOANDO, COM TEXTOS INSPIRADOS PELO ESPIRITO SANTO.

    ABRAÇOS

    NILSON

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  2. Meu Irmão Paulo fico muito bom, belo texto.

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